Quis apenas colher os pedaços. Colhê-los e juntá-los. Resquícios de outros tempos abandonados ao tempo - intactos. Faz com que eu o espere nas mesmas lembranças, no mesmo vento. Naquela mesma saudade - a primeira e a última - de primavera eterna.
Em sonhos amontoados, como folhas ao vento adormecemos o mesmo sono. Foi então que aspirou minha essência que me falta agora, como o fôlego cansado que respiro.
Aparência oca: Sinto sua falta sem nada sentir. Porque a sua ausência anestesiou tudo o que há em mim. Anestesiou o entardecer, meus pensamentos, e o que mais não poderia atingir.
Não haveria porque substituí-lo. Pois o que falta aqui sou eu.