...rascunhos...

...na lata do lixo

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Quis apenas colher os pedaços. Colhê-los e juntá-los. Resquícios de outros tempos abandonados ao tempo - intactos. Faz com que eu o espere nas mesmas lembranças, no mesmo vento. Naquela mesma saudade - a primeira e a última - de primavera eterna.

Em sonhos amontoados, como folhas ao vento adormecemos o mesmo sono. Foi então que aspirou minha essência que me falta agora, como o fôlego cansado que respiro.
Aparência oca: Sinto sua falta sem nada sentir. Porque a sua ausência anestesiou tudo o que há em mim. Anestesiou o entardecer, meus pensamentos, e o que mais não poderia atingir.

Não haveria porque substituí-lo. Pois o que falta aqui sou eu.









A narrativa é mais uma fuga. Realidade encobre o romantismo. Palavras duras só pra afirmar minha essencialidade.
Deparei-me com meu vazio em meus textos. Com palavras que me repudiam de mim, a minha aversão aos meus versos.
A simetria me faz sentir tão artificial, tão previsível... Falar de sentimentos ficou tão batido... Na minha voz, na minha letra. Talvez esteja na hora de encontrar outras palavras. Ou buscar outros sentimentos.
Minha reflexão acontece no papel. Minhas mágoas, na borracha.

Sonhava ser poeta.
Hoje, sonho ser poesia...












Minha crítica não é à degradação suburbana. Minha crítica se opõe à monotonia, ao vício urbano, que se torna crônico aos olhos, ouvidos... À presença inconsciente, à poesia que escapa na degradação moral, ao comodismo de quem vê e não enxerga.

Sem grandes pretensões. Minha crítica não é apenas crítica. É minha visão. É o meu processo de digestão.










Até então minha raiva nunca havida deixado de ser tão abstrata.
Idealismo bucólico que torna as pessoas patéticas.
Passivas de idéias.
Não me justifico, nem amenizo minha raiva.
Sou passiva a ela.